4º ESQUERDO

24 de setembro de 2009

Água na fervura.

Filed under: Sem categoria — Vitor Fonseca @ 11:38

É preciso lembrar, no dia em que é publicada uma sondagem que aponta para o melhor resultado do PS nas eleições de 27 de Setembro, desde as eleições Europeias, que as eleições se ganham com votos. Uma análise a esta sondagem, aponta para o elevado nível de indecisos (37%) o que faz perigar qualquer interpretação da mesma. Por outro lado, é preciso dizer que em todas as sondagens elaboradas tendo por método a entrevista, ou inquérito telefónico (telefone fixo), dão intervalos maiores entre PS e PSD que as sondagens que usam a simulação de voto. Neste quadro, é preciso que ninguém se esqueça de avisar duas pessoas, que é preciso votar!

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23 de setembro de 2009

Então e aquela dos Juízes

Filed under: Sem categoria — Vitor Fonseca @ 11:27

Já se estranhava que o “caso Casa Pia” não estivesse nestas eleições. A arma letal das oposições, que fazem da insídia e da insinuação uma jogada política ainda não fora usada. Surpreendente por certo.

Certamente pela defesa do interesse noticioso, e já agora para continuar com o clamor libertário da asfixia democrática, colocaram-se noticias a circular que davam conta do congelamento da carreira do Juiz Rui Teixeira, levado a cabo por três juízes do Conselho Superior da Magistratura e que por terem sido nomeados por indicação do PS, estariam, a mando dos xuxas a, lixar a carreira ao homem. Estes socialistas são maus como as cobras e não perdoam a afronta do Juiz sem medo que fez das espectacularidade da sua actuação a cruz que por certo carregará para todo o sempre. Isto está tudo feito.

Ontem o Conselho Superior da Magistratura veio clarificar essa situação. Felizmente. Caso contrário estaríamos perante mais uma história fantástica que Pacheco Pereira, Francisco Louça, Jerónimo de Sousa, Aguiar Branco e Paulo Portas (este vestido de Nuno Melo) não enjeitariam a enunciar como mais uma prática de um estado totalitário.

Agora fica a faltar aquela coisa muito importante para decidir o voto e que passa pela nuvem de dúvida quanto às orientações sexuais do PM.

Força!

Freud explica.

Filed under: Sem categoria — Vitor Fonseca @ 11:07

Ontem, pela primeira vez, a RTP, a TVI, a TSF e a SIC descobriram que há uma campanha eleitoral em Santarém. Lá foram com o engodo das declarações sobre o Presidente. Farto de saber que nada seria citado, falei sobre o que se tem feito no Distrito e sobre os problemas regionais.”

o Pacheco, sairá Domingo próximo da São Caetano à Lapa directamente para o sofá…

O Freud explica, Pacheco. O Freud explica…
E se não explicar olha, fiquemos assim!

Também poderia acontecer que o acto de “deliberada censura” advenha de um assomo de “bom gosto” em que os editores de notícias publiquem notícias tendo por base o fino critério do “interesse do que é dito”. Mas isso era já uma teoria difícil de se perceber!

22 de setembro de 2009

O Povo!

Filed under: Sem categoria — Vitor Fonseca @ 14:39
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Vim a Coimbra para dar o meu apoio – se é que isso vale um pevide – ao futuro deputado (espero) e meu amigo José Manuel Pureza. Ao ver comício do Bloco em Coimbra, de longe o mais participado a que alguma vez assisti por estas bandas, e a recepção na rua confirmei o que sempre soube: há muito mundo fora dos comentários dos jornais e das televisões.(…)

Daniel, foi a Coimbra dar o apoio ao seu amigo, pelo caminho viu o povo. O Daniel gosta do povo! Esse povo que habita nas paragens longínquas. O Povo que existe fora do mundo conhecido! Esse povo que estava no comício do Bloco e pelas ruas de Coimbra. Há povo em toda a parte. O Daniel confirmou que o Povo é toda aquela gente que está fora dos comentários e das notícias dos jornais.
Estas eleições, esta campanha eleitoral, serviram afinal para qualquer coisa!

Chantagem.

Filed under: Sem categoria — Vitor Fonseca @ 12:45

“(…)Mas o Presidente rompeu o seu próprio silêncio e “falou” através da demissão do seu assessor de imprensa e, sendo assim, interferiu de facto na campanha eleitoral. Mais valia agora que dissesse tudo para não acordarmos no dia 28 sabendo coisas que mais valia que fossem conhecidas já. Para contarem para a decisão de voto dos portugueses, com cujo resultado final ele já está inevitavelmente comprometido.”

Pacheco Pereira no abrupto

É condenável a atitude chantagista de Pacheco Pereira. O homem do situacionismo, da interpretação correcta das palavras de Ferreira Leite, o mentor da asfixia democrática, sente o chão a fugir-lhe debaixo dos pés. A realidade que tentou criar, apresta-se a explodir-lhe nas mãos.

“Boa sorte” Pacheco Pereira…

Uma análise.

Filed under: Sem categoria — Vitor Fonseca @ 11:59

Creio que, não só em consequência da pobreza de oposição, mas dos méritos de uma governação bem conseguida em momentos difíceis, José Sócrates e o Partido Socialista ganharão as eleições de Domingo. Porém será no conceito de ganhar eleições que acontecerão os primeiros momentos do Outono quente que viveremos a partir de 28 de Setembro.

Crê-se que ganha as eleições quem mais votos consegue reunir. Esta visão objectiva de um sufrágio não será todavia corroborada pelas inúmeras análises abstractas que estou certo os partidos concretizarão logo após as primeiras projecções. O facto de todos os partidos políticos terem eleito José Sócrates e a sua maioria absoluta como rival a abater, desnivela a abordagem das leituras. Ganhar eleições para todos os partidos, à esquerda e à direita do PS passará não por ter mais votos mas por ter os votos suficientes para que o PS perca a maioria absoluta. Uma espécie decampeonato nacional de futebol da década de 50, em que as equipas pequenas que jogavam com o Benfica, tinham no perder por poucos, uma espécie de vitória. Precisamente pelas expectativas baixas, PSD, CDS, CDU e BE, ganharão as próximas eleições, afastada que está a possibilidade de maioria absoluta do PS, e os Socialistas que terão mais votos expressos e mais mandatos parlamentares, terão, por via da impossibilidade da vitória colectiva, uma derrota eleitoral. Este aparente paradoxo que resulta num “ganha quem perde, e perde quem ganha”, tornará a análise às declarações políticas da noite uma espécie de jogo de palavras. Antecipando esses cenários, pode declarar-se que Manuela Ferreira Leite abandonará a presidência do PSD, empurrada pelos seus saneados, onde se destaca Pedro Passos Coelho, que ontem mesmo deu o “beijo de morte” à líder numa aparição particularmente bem conseguida. O PSD retomará o caminho da balcanização. Sem lugares para distribuir, mas com lugares a conseguir, os baronetes não rejeitarão a oportunidade de se fazerem donos dos escombros na perspectiva de que, sem Manuela Ferreira Leite, um governo de bloco central é possível (veja-se o caso da Alemanha em que Angela Merckl, fez uma coligação com o SPD de Shroeder sem Shroeder). Neste pressuposto, é muito natural que os apaniguados de Manuela Ferreira Leite vejam na perda de maioria absoluta de Sócrates, uma vitória na noite, existindo aqui e ali pessoas – Miguel Relvas, Marques Mendes, Filipe Menezes, Passos Coelho e até mesmo Rui Rio, ou Rebelo de Sousa – com lampejos de racionalidade que na vitória vejam afinal a derrota.

Se Paulo Portas tiver o número de deputados suficiente para formar maioria, ganhará as eleições, mesmo que tenha menos votos ou menos deputados. As suas declarações farão as delicias de quem viu no Ex-ministro da defesa uma pessoa responsável e fiável, e o Paulinho das feiras, dos agricultores, da segurança, das PME, não rejeitará as suas responsabilidades patrióticas. Se não tiver gente suficiente para formar maioria, lançará o tema da direita portuguesa, tentando diluir responsabilidades pela sua derrota também no PSD, e é crível que mais para a frente, se comece a falar de fusão dos 2 partidos.

O PCP, fará o discurso da vitória, como aliás sempre o fez desde o 25 de Abril. Há no entanto uma nuance interessante. As declarações comunistas da noite eleitoral afirmarão a dialética do discurso e por isso, ao mesmo tempo que se afirmarão como possibilidade de alternativa para a formação de maiorias parlamentares, colocarão exigências tão elevadas que o fracasso dessa possibilidade será sempre de outros. Este discurso é aliás experimentado nesta campanha. Os comunistas são conscientes do seu papel, e sabem que o seu papel não é governar.

O BE estará num dilema. Francisco Louçã quer ser governo, mas o Bloco não o vai deixar. Louçã acha que representa uma esquerda grande. Perdeu a noção de quem representa nas eleições Europeias, e o facto de ser certo que sobe nestas legislativas, fará com que a febre do crescimento se agudize. Acontece que Louça não é o Bloco. Já se vão escutando vozes que o questionam, sendo que Joana Amaral Dias é a mais visível. Fazer a síntese entre o eleitorado do protesto, e a consciência de poder, não me parece missão possível num Partido que congrega tantas famílias políticas. O Bloco será sempre o somatório de eleitorados e nunca uma prática política. O Bloco será sempre uma colectividade do protesto e nunca uma direcção estratégica. O Bloco morrerá no dia em que tiver poder, e se comprovar que discurso é diferente de prática, compromisso é diferente de protesto.

Assim, no dia 27 pelas 21h30m estarão lançados os temas para a discussão que se irá fazer a partir daí. As autárquicas serão a melhora do doente, porque a partir daí quem governa estará manietado por uma direita que precisa de um presidente que quer ser re-eleito – e que corre o risco de não o ser – e uma esquerda incapaz de se comprometer.

Sócrates e o PS ganha sem maioria ou seja: perde. O País adia-se!

Questão nada pertinente

Filed under: Sem categoria — Vitor Fonseca @ 10:53

Como soube Francisco Louçã que era Fernando Lima o culpado de tudo?

20 de setembro de 2009

Ou mais ou menos…

Filed under: Sem categoria — Vitor Fonseca @ 17:11

É minha impressão ou o João Gonçalves, anda a fazer o mesmo papel daquele ministro da informação que ficou conhecido por habitar uma realidade paralela?

E no fim serã0 apenas ingénuos… ou imbecis.

Confirma-se…

Filed under: Sem categoria — Vitor Fonseca @ 16:30

Há Escutas em Belém…

Em apuros… e ficam a faltar 2 anos…

Filed under: Sem categoria — Vitor Fonseca @ 16:18

Dia 27 de Setembro iniciar-se-à um período que provará o erro de Sócrates. Foi mau a escolher o candidato presidencial. Mario Soares daria um óptimo presidente, mas era um mau candidato. Estranho que se prove o erro de Sócrates, dando razão a Sócrates. 

Acontece que o actual Presidente faz o pleno, e o erro de Sócrates ainda assim, ficará bem aquém do erro que vai afastar Cavaco de Belém… isto se ninguém o ajudar a terminar o mandato com a dignidade que até os maus presidentes merecem.

Megre resume com um certo ar exótico.

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